Alunos do Progressão marcam presença na simulação da ONU

Progressão leva alunos para a simulação do ONU proposta pelo Sistema de Ensino Poliedro.

Pelo terceiro ano consecutivo, os alunos do Colégio Progressão participaram do PoliONU, uma simulação das Organizações das Nações Unidas (ONU), que tem o objetivo de apresentar aos estudantes os problemas mundiais e o papel das relações internacionais na resolução.

Neste ano, 14 alunos do colégio passaram o feriado de Corpus Christi em São José dos Campos, discutindo questões internacionais, como a Guerra na Bósnia, a preocupação com o lixo nuclear, um conflito na África, entre outros assuntos. Além disso, assistiram à palestra do pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas e Estatísticas), Carlos Nobre, convidado de honra do evento, que ministrou o tema “Mudanças Climáticas Globais e o Brasil: Desafios e Oportunidades”.

O estudante do 3º MED, Kang Young Lee, participou do evento pela segunda vez e conta que esta edição superou a anterior em relação a qualidade e quantidade de pessoas envolvidas com a simulação. Neste ano, Kang fez parte do comitê PNUMA, que abordou a questão do lixo nuclear, apontando as possíveis soluções. “No PoliONU, aprendi a lidar com as pessoas, impondo minhas ideias e argumentando para que elas sejam aceitas pelo grupo”. Kang conta ainda que para participar do evento, o aluno precisa ter liderança, dialética, assiduidade e um comportamento adequado.

Natália de Aquino Faria, aluna do 3ºA, também participou pela segunda vez do PoliONU e conta que a diferença deste ano foi no comitê em que se envolveu. “No ano passado, fiquei no comitê histórico, que debate assuntos que já aconteceram há muito tempo, neste ano, fiquei na AGNU (Assembléia Geral das Nações Unidas), que debateu sobre a prevenção da corrida armamentista no espaço”. Natália disse que o debate foi bem acirrado. “Era visível a posição de dois grupos opostos, um que apoiava a Coréia do Norte e outro, os Estados Unidos”. Ela disse que o mais difícil do PoliONU é ter que seguir a política externa do país que você está representando, mesmo que seja contra as ideias pessoais. “Fui delegada da África do Sul, um país neutro, então eu não podia apontar nenhuma resolução”. Natália completa que depois do PoliONU, ela tem uma visão diferente ao escutar as notícias dos jornais, principalmente em relação ao assunto da Coréia do Norte. “Desenvolvi um outro jeito de pensar, agora analiso os dois lados envolvidos no assunto”, conta.

Para debater nos comitês, foi exigido dos alunos conhecimento sobre os tópicos abordados e a situação dos países que eles representavam. Para ajudá-los, o Colégio Progressão ofereceu aulas de geografia para os estudantes que foram ao PoliONU. O assunto mais abordado foi geopolítica, explorando questões sobre a ONU. No entanto, os estudantes não ficaram presos nas aulas. A aluna Thaís Pucinelli Souza disse que pesquisou sobre o assunto nos sites e guias de estudos propostos pelo PoliONU. Ela conta que participar do evento foi uma experiência muito boa, na qual aprendeu um pouco sobre economia, cultura e política dos países. “Os jornais que eram divulgados pela imprensa ajudaram muito a gente também”. Além disso, Thaís fala sobre o lado formal do evento: “A realidade de lá era diferente da nossa, as roupas tinham que estar impecáveis, o tratamento era diferente, a gente não podia chamar os outros por ‘você’, e também era exigido aprofundamento no tema do comitê”. Thaís foi delegada do comitê histórico da Alemanha, que discutiu sobre a guerra na Bósnia. Para ela, o melhor foi a possibilidade em debater os temas com pessoas diferentes, além de conhecer novos alunos nos quatro dias do evento.

Já a aluna Camila Stella Dias, que participou da imprensa, disse que a parte que ela mais gostou foi a crise do comitê em que fazia a cobertura, na qual o navio que estava com armas e drogas entrou em conflito com o porto de Acapulco. Ela conta que para participar do PoliONU, estudou sobre o narcotráfico e o modo de escrever da Folha de S. Paulo, visto que era repórter da Folha responsável pela cobertura das decisões do comitê UNODC (Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes). “Para participar da imprensa é preciso gostar de escrever e saber distinguir o que é notícia, mas as diretoras de lá ajudavam bastante dando as dicas”, fala Camila, que publicou três jornais durante o evento, produzindo um total de sete notícias.

O PoliONU aconteceu neste último feriado, de 11 a 14 de junho, no Colégio Poliedro, em São José dos Campos. Mais de 200 alunos de 10 unidades parceiras do Sistema de Ensino Poliedro participaram do evento, que começou em 2006 e desde então vem se superando a cada edição.

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