Projeto aborda vivência matemática por meio da culinária

Aprender matemática nem sempre precisa ser algo chato, não é mesmo? Buscando encontrar uma maneira dos estudantes enxergarem a matemática no cotidiano, surgiu a parceria entre a professora de Matemática Ariene Gardelli dos Santos e a professora de culinária Renata Maria Sponda, na Unidade Pindamonhangaba.

“Elaboramos um projeto em que pudéssemos identificar em quais situações dentro dessa atividade de culinária a gente pode perceber a presença da matemática”, explica Ariene.

A atividade é desenvolvida com os alunos do 6º ano. Durante a primeira aula, que aconteceu no último dia 18, foram preparadas quatro receitas diferentes. Ao longo do processo, eles puderam medir a proporção de todos os ingredientes desenvolvendo um relatório, aplicado depois na aula de Matemática. “Fomos construindo a própria receita para que eles pudessem sentir o ponto e identificar as medidas, as quantidades e as proporções que envolvia”, completa a professora.

Nos testes de preparação de cada receita, cada grupo usava a balança, os copos medidores e as anotações para chegar na quantidade ideal necessária para atingir o ponto certo.

“Quando abordamos esses temas de operações e representações numéricas em sala de aula é sempre uma dificuldade, mas pude ver que na aula eles conseguem fazer essas relações automaticamente sem nenhuma estrutura pré-definida”, comenta. “Eles entendem e aproveitam muito mais”, completou.

Marino Garrido Pereira Barros, aluno do 6º ano, conta como é a dinâmica da atividade. “Na sala é bem diferente, aqui é como se fosse uma brincadeira para aprendermos, é bem legal.”

Além de toda a ajuda no raciocínio matemático, as práticas de culinária na escola também são importantes por outros fatores. “Essa prática desenvolve a autonomia e a independência do aluno, sem contar o desenvolvimento motor”, ressalta a professora Renata.

Mais que esses benefícios, a vivência com a culinária dá a oportunidade dos alunos conhecerem outras possibilidades e outros sabores. “O retorno tem sido muito positivo, hoje eles conseguem identificar o que é ou não é agradável e quebrar alguns paradigmas. O desenvolvimento global do aluno por meio das múltiplas posições que o tratamento com o alimento e a culinária desenvolvem é essencial”, conclui a chef.

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