Rede.Lê mobiliza comunidades utilizando a internet

Uma maneira de pensar e utilizar as novas tecnologias e de colaborar na produção do conhecimento são algumas das propostas da Rede de Inclusão e Letramento Digital (Rede.Lê), implantada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Criada em 2003, a Rede reúne 18 telecentros, sendo 11 em Belo Horizonte e sete no interior do estado. O projeto foi desenvolvido pelo Centro Cultural da universidade, com o apoio do Observatório da Juventude da Faculdade de Educação e do Centro de Referência em Software Livre (Solar).

Envolvendo escolas da rede municipal, organizações não-governamentais, comunidades indígenas e remanescentes de quilombos, centros culturais de periferia, áreas de preservação ambiental e aglomerados de vilas e favelas, a Rede.Lê busca a inclusão social e o exercício da cidadania por meio da produção coletiva e do intercâmbio de diferentes experiências entre grupos e comunidades.

A Rede adota o software livre, que permite o acesso gratuito a programas e possibilita que o usuário modifique, crie e recrie esses programas, a partir de demandas de cada comunidade. Os telecentros funcionam como espaços públicos que são compartilhados pelas pessoas da comunidade, por meio do acesso à internet e a outros recursos computacionais. “É um lugar de irradiação cultural e gerador de conteúdos que são amplamente acessados”, afirma a coordenadora do projeto, Regina Helena Alves da Silva.

Desenvolvimento – Os telecentros se incorporam à vida dos cidadãos por meio de projetos que promovem o desenvolvimento local e da produção de conteúdo multimídia, que inclui recursos textuais, imagens, áudio e vídeo. Para atingir esses requisitos foi desenvolvida uma solução baseada em software livre, que utiliza equipamento padrão e adota o modelo cliente/servidor, onde as máquinas cliente não possuem disco rígido. Essa configuração permite uma redução de custos de, aproximadamente, 30% considerando os gastos com aquisição, instalação, configuração e manutenção.

Ligadas em rede, por onde trocam experiências e informações, as comunidades beneficiadas pela Rede.Lê vêm sofrendo transformações. Devido às possibilidades de comunicação, os moradores da Serra do Cipó, atendidos pela Rede, se conscientizaram de seus problemas e necessidades e conseguiram aprovar, pelo governo federal, um projeto de preservação ambiental. “Eles se comunicaram com o resto do mundo e trabalharam um interesse coletivo”, afirmou Regina Helena.

Fonte: MEC

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