Uma História para não se perder

Redação do aluno Luiz Fermiano (1º Ano do Ensino Médio – Unidade Taubaté) conquistou o primeiro lugar na Jornada Cultural realizada pelo Sistema de Ensino Poliedro.

Redação do aluno Luiz Fermiano (1º Ano do Ensino Médio – Unidade Taubaté) conquistou o 1º lugar na Jornada Cultural realizada pelo Sistema de Ensino Poliedro.

Confira na íntegra a redação premiada.

Taubaté, 6 de agosto de 2010.

Caros leitores,

Alguma vez, vocês já ouviram falar sobre Monteiro Lobato e sua obra mais famosa. “O Sítio do Pica-Pau Amarelo?” Ou sobre Amacio Mazzaropi, um dos maiores nomes do nosso cinema? É com grande orgulho que digo que essas grandes personalidades são da minha terra, a histórica Taubaté.

Quando ando por essas ruas, muitas delas estreitas e ainda cobertas de pedra, como era há décadas, consigo perceber que mesmo com inúmeras construções modernas é possível se deparar com um grande número de prédios centenários, como nossas igrejas barrocas, que testemunham o passado glorioso dessa terra, uma história marcada pelos bandeirantes, que daqui partiam rumo às Minas Gerais, em busca do ouro e pedras preciosas, também pelo “ouro negro”, o café, que fez daqui umas das cidades mais prósperas do Brasil no século XIX. Infelizmente, tanta história, muitas vezes passa despercebida sob os olhares das pessoas, algo tão importante para minha cidade e que não recebe a devida atenção e cuidados.

Os nossos artesanatos tradicionais, feitos pelas conhecidas “Figureiras”, que dão forma e cores ao barro, é desvalorizado cada vez mais. As obras produzidas aqui são vendidas no Brasil e até mesmo para outros países. Existe um espaço direcionado as obras desses artistas, mas foi esquecido não somente pela população, mas também pelos poderes públicos, cujo dever era promover o trabalho deles.

Mas tenho certeza de que Dona Benta, a boneca Emília, o Visconde de Sabugosa e a turma do Sitio do Pica Pau Amarelo são o maior atrativo de Taubaté. Quem nunca teve vontade de experimentar os deliciosos quitutes da tia Anastácia? Correr no sítio e brincar com a Emília, Narizinho e Pedrinho? Ou mesmo ouvir uma das inúmeras histórias de Dona Benta, que com muita sabedoria, narra as mais divertidas aventuras de diversos personagens?

Pois é caro leitor, O Sítio do Pica Pau Amarelo é o universo criado por Monteiro Lobato, uma das nossas maiores personalidades, que encantou gerações e ainda desperta o interesse e a imaginação de nossas crianças. Mas mesmo sendo tão famosa a obra, o “verdadeiro” Sítio, que está aqui em Taubaté, está esquecido e não recebe devida atenção. Entristece-me ver um patrimônio tão importante não somente para a cultura regional, mas também nacional esquecido dessa maneira.

O Natal é uma das datas mais importantes e aguardadas do ano, não é mesmo? Junto dele, as tradicionais “Folias de Reis” são manifestações populares antigas, que são cantorias realizadas entre 24 de dezembro até o dia dos Santos Reis, seis de Janeiro. Tradição que difundiu em terras taubateanas, que era guardada pelos fiéis católicos, caiu no esquecimento da maior parte das pessoas. Há algum tempo, conversava com minha avó, uma tradicional taubateana, católica fervorosa e uma das pessoas que ainda apreciam essa manifestação. Ela contou-me que acha linda a cantoria e que cada vez menos encontra grupos de Folias de Reis. Disse também que quando chegava o grupo em sua casa, quando ainda era criança, era uma grande alegria e sua mão recepcionava-o com uma refeição tipicamente da roça: café com leite, broa de milho, bolo de fubá… Era com certeza uma das visitas mais aguardadas por sua família.

Vir a Taubaté é um passeio cultural e histórico, muito interessante e rico. Venha você conhecer um pouco a historia e das tradições de minha terra, ajudando a preservar a memória e a cultura taubateana.

Essa é uma história para não ser esquecida.

LFDSR

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